Itinerância

Os espectáculos a seguir são os que, actualmente, estão na nossa carteira para venda e itinerância. Se estiver interessado nalgum não hesite em contactar-nos.

Desumanização

“Desumanização” é uma versão cénica do romance “A Desumanização”, do consagrado escritor português Valter Hugo Mãe, prémio literário José Saramago, numa dramaturgia de José Pedro Pereira, com direcção e encenação de José Leitão, fundador e director da companhia. Esta é uma história de perda, luto e superação que nos faz questionar acerca dos limites (ou sua transgressão) da humanidade. Numa pequena aldeia abafada pela monumentalidade dos fiordes islandeses, Halldora surge em cena a partir da boca de Deus para nos contar como foi lidar com a morte de Sigridur, sua irmã gémea. Como preencher a metade que se perdeu? Como viver pelas duas? Como ocupar o outro lado do espelho? Halldora diz-nos que “O mundo mostrava a beleza, mas só sabia produzir o horror”. “Desumanização” é Gelo, Terra e Fogo; é o “corpo interior da Islândia”. Esta obra é, segundo o autor, um autêntico cântico de amor à Islândia. A encenação, tal como a obra, vai à Islândia buscar referências para a sua ficção teatral, num olhar “estrangeiro” sobre um país e suas gentes e numa visão artística que confronta os vários olhares de que é feita a vida, entre o real e imaginário.

Texto Valter Hugo Mãe
Dramaturgia José Pedro Pereira
Direcção e Encenação José Leitão
Assistência de Encenação e Interpretação Daniela Pêgo

115ª Criação do Teatro Art'Imagem - 2020
Classificação etária: M/14
Duração: 70m

Espaço adequado: Interior com uma área mínima de 8x8m.
Equipamento técnico: Luz e Som.

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Noites Brancas

Estas Noites Brancas: Romance Sentimental das Memórias de um Sonhador (1848) resultam de uma adaptação dramatúrgica do romance homónimo do escritor russo Fiódor Dostoievski.
Sob as noites claras de verão, um Sonhador perpétuo caminha solitariamente pelas ruas desertas de S. Petersburgo, alimentando, incessantemente, o seu imaginário com a energia que encontra na inanidade do que o rodeia. Esta comunhão onírica é subitamente interrompida quando, certa noite, este se depara com Nástenka, uma jovem rapariga que chora sob a ponte do rio Nieva. Depois de a salvar, oportunamente, de uma tentativa de abordagem por parte de um transeunte suspeito, ambos estabelecem uma ligação amistosa que descortina as estórias de duas vivências tão díspares, mas que ascendem numa atração mútua. Une-os uma espera inquietante, que virá a definir os seguintes encontros noturnos, carregados de revelações, ansiedades, sonhos, medos, e um confronto enigmático de paixões.
Dois actores, Flávio Hamilton (Sonhador) e Carina Ferrão (Nástenka), interpretam, assim, um jogo de suspensão, que coloca signos oníricos de uma dimensão poética em confronto com os cânones realistas da comunicação pragmática. Daqui, emerge, simultaneamente, a contracena com uma ausência de desígnios incertos, que traz uma sombra à brancura destas longas noites de verão.

Texto Fiódor Dostoiévski
Dramaturgia e Encenação Pedro Carvalho
Assistência de Encenação Samuel Pascoal
Interpretação Carina Ferrão e Flávio Hamilton

113ª Criação do Teatro Art'Imagem - 2019
Classificação etária: M/12
Duração: 60m

Espaço adequado: Interior com uma área mínima de 8x8m.
Equipamento técnico: Luz e Som.

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MACLET, de Shakespeare - Peça Coral

MACLET, de SHAKESPEARE é o resultado de uma colagem de fragmentos de MACBETH e HAMLET. Dela nasceu um texto inicial (um heterólogo com o mesmo título) de que foi extraído este monólogo coral que o Teatro Art’ Imagem ora estreia com a colaboração do Teatro do Morcego Laboratório Oficina.

As palavras que destina aos atores são da autoria exclusiva de Shakespeare. Peça sua, portanto – que no entanto não o é apenas, pois escreveu-a e não a escreveu ao mesmo tempo. Elocução do que diz Maclet mas também do que, por alucinação ou escuta, Maclet ouve dizer: ao espetro-rei-morto seu pai, ao homicida seu tio-rei-posto, a augúrios, à voz ocasional que lhe anuncia a morte.
[José Abreu Fonseca ].

Texto William Shakespeare (de Hamlet e Macbeth)
Encenação e Dramaturgia José Abreu Fonseca
Interpretação Carlos Martins, Flávio Hamilton e Pedro Carvalho (desempenho prévio, integrado) Pedro Bastos, (voz off) José Abreu Fonseca, (cantigas-frase) Carlos Martins, José Abreu Fonseca e Pedro Bastos, Káká

111ª Criação do Teatro Art'Imagem / Teatro Morcego - Laboratório Oficina - 2019
Classificação etária: M/12
Duração: 60m

Espaço adequado: Interior com uma área mínima de 8x8m.
Equipamento técnico: Luz e Som.

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Os Anos que Abalaram o (Nosso) Mundo!

“Acorda, acorda, há uma revolução”. É assim que José M. toma conhecimento do movimento militar desencadeado na madrugada do 25 de Abril. A sua resposta, ainda ensonada, parece insólita. “Deixa-me dormir, pá, não me chateies!”

Pelo palco e plateia passarão os dias da descoberta e da alegria de “o povo unido jamais será vencido”, do inesperado e inesquecível primeiro de Maio, a evocação de um tempo de deslumbramento e esperança em que “Nunca Portugal foi tão feliz”.

Tudo era então possível quando “o sonho comanda a vida” ainda que, depois da bela aurora e ao finar o dia primeiro, as lágrimas voltassem a aflorar os rostos desta “gente feliz” chorando os últimos mortos, nas horas amargas que Lisboa viveu junto à PIDE, quando se conquistava a nova cidade de mãos dadas com os jovens capitães, ao serviço do povo. A morte voltava a sair à rua, agora num dia sim, o dia da libertação.

Recordaremos a cidade do Porto nos primeiros dias de festa e luta com o povo na rua, ajudando a determinar o carácter revolucionário que tomou o levantamento militar, neutralizando as forças que ainda resistiam à mudança.

Texto, Dramaturgia e Encenação José Leitão
Assistente de Encenação Daniela Pêgo
Interpretação Daniela Pêgo, Susana Paiva, Patrícia Garcez e Luís Duarte Moreira

110ª Criação do Teatro Art'Imagem - 2019
Classificação etária: M/12
Duração: 90m

Espaço adequado: Interior com uma área mínima de 8x8m.
Equipamento técnico: Luz e Som.

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Armazenados

Num armazém vazio de mercadoria, nada é mais legítimo do que pensar-se que o stock são os próprios empregados; neste caso, o Senhor Lino e o Nin. E, se os empregados são relegados à condição de mercadoria, estamos perante uma perversão evidente: sobre eles passa a imperar as leis de mercado em vez das leis laborais, criadas com o intuito de lhes assegurar a tal dignidade, entretanto abdicada em prol de uma soldada, supostamente atribuída em paga dos seus préstimos. Este texto, apesar de uma aparente singileza, coloca-nos perante algumas questões essenciais, quer por sugestão, quer por identificação. Questões essas que versam fundamentalmente a cerca da dignidade humana. Ficamos perante um impasse, que pode ao mesmo tempo ser de ordem puramente filosófica, como um pouco mais determinista e pragmática: Será mesmo que o trabalho dignifica o Homem?

Texto David Desola
Tradução Afonso Becerra e Diana Vasconcelos
Encenação Flávio Hamilton
Interpretação Pedro Carvalho e Jimmy Nunez

109ª Criação do Teatro Art'Imagem - 2018
Espectáculo Bilingue
Classificação etária: M/12
Duração: 60m

Espaço adequado: Interior com uma área mínima de 8x8m.
Equipamento técnico: Luz e Som.

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Maclet, de Shakespeare – monólogo, 1º andamento

A história de uma suspeita – semeada em terreno favorável por visitas espectrais, alucinações delirantes ou sonhos vocacionados para a reparação do mundo – a fazer o seu caminho até se converter, nas aragens mais altas de um tempo ainda talvez ainda de Deus, em questão derradeira dirigida à escolha suprema (“ser ou não ser”), à decisão final, ao julgamento do homem sobre a sua existência.

Texto Primeira parte de Maclet, de Shakespeare, tragédia construída por José Abreu Fonseca com textos de Macbeth e de Hamlet
Encenação José Abreu Fonseca e Pedro Bastos
Interpretação Pedro Bastos

108ª Criação do Teatro Art'Imagem - 2018
Classificação etária: M/12
Duração: 60m

Espaço adequado: Interior com uma área mínima de 8x8m.
Equipamento técnico: Luz e Som.

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O Fascismo (Aqui) Nunca Existiu!

[ Da pequena história. ]

Uma família numerosa, avôs, pais, tios, irmãos e a visita regular de familiares que vinham da terra à grande cidade. Uma casa portuguesa, pobre mas honrada, num país que a Igreja Católica velava e a ensinava a ser pobre e agradecido aos que nos governavam por desígnio divino.

A sua benção meu pai, dizia o menino, beijando as costa da mão direita do seu progenitor. Deus te abençoe meu filho, era a resposta acompanhada de um toque de mão, também direita, na sua cabeça.

Eram os anos sessenta.

Sabe minha senhora, falava a mãe, o meu filho mais velho, é muito esperto e inteligente, podia falar dele ao senhor doutor. Sabe, com doze anos fez a comunhão solene e o crisma e passou nos exames de admissão para o ensino técnico e também para o liceu. Precisava tanto de lhe arranjar um emprego.

Os primeiros tremores e amores, o pecado e o medo moravam sempre ao lado...

Depois os livros maiores que começaram com Verne e Salgari, as sessões duplas no Carlos alberto no central-cine ou no cine-foz com idas a pé ao domingo do Palácio à foz do Douro, sempre com medo de não entrar porque o filme nunca era para a sua idade. A descoberta do TEP-Teatro Experimental do Porto...

[ Da grande história. ]

As eleições com Delgado, o movimento sindical e as lutas da oposição, a tropa e a ida para a guerra colonial. A pide e tudo...

A história do país, do mundo.

Texto, Dramaturgia e Encenação José Leitão
Com Flávio Hamilton, Inês Marques, Luís Duarte Moreira, Patrícia Garcez e Susana Paiva

107ª Criação do Teatro Art'Imagem - 2017
Classificação etária: M/12
Duração: 90m

Espaço adequado: Interior com uma área mínima de 8x8m.
Equipamento técnico: Luz e Som.

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Mira, Mira, Miro, Mirando!

Um espectáculo de teatro de rua contemporâneo com inspiração na obra do pintor catalão Joan Miró, que explora perfomaticamente o seu universo pictórico e mágico, repleto de cores, coisas, formas, seres e figuras mais ou menos abstractas, transformando-as em personagens vivas que participam, interpretam e contam as histórias que o artista pintou nos seus quadros.

Mira!Mira!Miró Mirando!
Teatro físico e sem palavras, interpelando várias disciplinas das artes de palco, com música ao vivo, que dialoga com o espaço envolvente e onde os actores descobrem, jogam e subvertem objectos do quotidiano, convertendo-os em personagens e formas animadas para contracenarem em conjunto.

Mira! Mira! Miró, Mirando!
Concebido para criar uma atmosfera de grande envolvimento do público, através de jogos dramáticos que implicam a sua participação activa no desenrolar da representação.

Inspirado na obra de Joan Miró
Criação e Encenação José Leitão
Com Carlos Adolfo (msico), Daniela Pêgo, Flávio Hamilton, Ana Lígia Vieira (bailarina, Estúdio B) e Pedro Carvalho

106ª Criação do Teatro Art'Imagem - 2016
Classificação etária: M/4
Duração: m

Espaço adequado: Exterior ou Interior com uma área mínima de 8x8m.
Equipamento técnico: Luz e Som.

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BemMarMeQuer - MEU CORAÇÃO É UMA PRAIA

Uma adaptação dramatúrgica do texto de Mia Couto “MAR ME QUER” numa encenação em que os protagonistas Luarmina e Zeca num exercício entre a oralidade, bem à maneira africana, e a interpretação actoral, vão reviver factos e vidas dos seus antepassados, trazendo à memória e convocando os seus sonhos, as perdas e transformações, o mar que leva e que traz…

“Lançamos o barco, sonhamos a viagem: quem viaja é sempre o mar”

a partir da obra “Mar me Quer” de Mia Couto
Dramaturgia e Encenação Pedro Carvalho
Com Flávio Hamilton, Pedro Carvalho e Neuza Fangueiro

105ª Criação do Teatro Art'Imagem - 2015
Classificação etária: M/12
Duração: m

Espaço adequado: Salas com os requisitos minimos encontrados no raider técnico.
Equipamento técnico: Luz e Som.

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A Maior Flor e Outras Histórias Segundo José

Inspirado na obra de José Saramago e tendo como base de trabalho dramatúrgico o seu livro para crianças “A Maior Flor do Mundo”, o Teatro Art´Imagem apresenta uma peça de teatro para ser vista por adultos e crianças em conjunto. Uma boa oportunidade para homenagear e divulgar o autor e a sua obra, na esteira do Teatro Art´Imagem cujo lema tem sido apresentar os grandes autores e textos da literatura universal, transformando-os em teatro.

Acrescentando outros textos que vão desde “Pequenas Memórias” aos contos “Deste Mundo e do Outro”, dos “Cadernos de Lanzarote” aos “Poemas Possíveis” e ao Discurso de aceitação do Prémio Nobel, ao aparecimento de personagens literárias inesquecíveis do universo do autor, como o par Blimunda e Baltazar, os Sete Sóis e Sete Luas, do “Memorial do Convento”, a Mulher do Médico e o Cão das Lágrimas, de “O Ensaio Sobre a Cegueira”, até às criaturas reais, mais ou menos fantasiadas, que povoaram a sua infância, como os seus avós Jerónimo e Josefa e outros familiares, bem como as recordações do que era viver, trabalhar e brincar na aldeia de Azinhaga do Ribatejo, ao despertar dos primeiros amores.

Baseado na obra de José Saramago
Dramaturgia e Encenação José Leitão
Com Daniela Pêgo e Flávio Hamilton

104ª Criação do Teatro Art'Imagem - 2014
Classificação etária: M/6
Duração: 50 m

Espaço adequado: Salas com os requisitos minimos encontrados no raider técnico.
Equipamento técnico: Luz e Som.

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O Vosso Pior Pesadelo

Dentro de uma jaula está um homem ajoelhado e com as mãos presas atrás das costas, cabeça baixa. Num canto da jaula, há um balde destinado às necessidades fisiológicas do prisioneiro.

A acção decorre numa prisão de alta segurança e acompanha o dia-a-dia de violência a que é sujeito um prisioneiro especial acusado de terrorismo, um comediante que não chora nem se lamenta das brutais agressões de que é vitima, corporizadas pelo soldado e oficial que ficam atónitos com a sua atitude.

Texto Manuel Jorge Marmelo
Direcção e Encenação José Leitão
Com Flávio Hamilton, Miguel Rosas, Pedro Carvalho

103ª Criação do Teatro Art'Imagem - 2013
Classificação etária: M/12
Duração: 60 m

Espaço adequado: Salas com os requisitos minimos encontrados no raider técnico.
Equipamento técnico: Luz e Som.

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As Veias Abertas da Humanidade

Uma criação cénica onde coexistem vários géneros e disciplinas teatrais em diálogo com as linguagens audiovisuais.
Uma selecção de textos baseada na multifacetada obra do escritor, pensador e jornalista uruguaio Eduardo Galeano.
O autor de "As Veias Abertas da América Latina", uma voz singular da actual literatura e do pensamento latino-americano, é ainda praticamente desconhecido em Portugal, onde só algumas (poucas) obras foram editadas, tendo saído em Outubro do ano passado o primeiro volume da sua importante trilogia “Memória do Fogo”: “Os Nascimentos” - edição de Livros de Areia.

Inspirado na obra de Eduardo Galeano
Dramaturgia e Encenação José Leitão
Com Daniela Pêgo, Flávio Hamilton e Pedro Carvalho

101ª Criação do Teatro Art'Imagem - 2012
Classificação etária: M/12
Duração: 60 m

Espaço adequado: Salas com os requisitos minimos encontrados no raider técnico.
Equipamento técnico: Luz e Som.

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Um Punhado de Terra

Pântano. Em todo o palco, vinte centímetros de terra barrenta. Vem, do horizonte à boca de cena, um homem negro. Os pés mergulham na lama. O homem coxeia da perna direita. O homem vem, devagar. Chega à boca de cena. E diz: Toma o meu corpo senhor do fogo! Vem e devasta esta terra estrangeira!
Este homem negro é um escravo trazido à força de África para uma terra de que nunca ouvira falar – Portugal.
Ele nos dirá, num português ainda mal apreendido, mas de imagens poderosas e numa linguagem poética singular, à moda de um contador de histórias de tradição oral africanas, como um dia chegaram à sua aldeia os homens brancos “feios, com cabeças de metal e pele de ferro, por sobre a pele cor de leite velho estragado”.
De como lhe mataram a mulher, os filhos e os amigos, de como destruíram a sua aldeia e aniquilaram o seu povo.
De como foram levados, sobre as ordens de um tal “o infante”, num grande barco maior que “montanhas de madeira” para estas terras de desterro.
É tal a sua solidão e a sua tristeza que o homem negro, despojado do seu punhado de terra evocará e pedirá aos seus deuses a morte e a maldição dos estrangeiros e seus descendentes, responsáveis pela sua desdita e a destruição do seu povo.
E, é ainda com a terra estrangeira que o homem negro se despede da vida e da sua terra.

“O homem negro apanha terra do chão e come. / Volta a apanhar terra. Come. / O homem negro come terra. / Come, come...”

Texto Pedro Eiras
Encenação José Leitão
Com Flávio Hamilton

99ª Criação do Teatro Art'Imagem - 2011
Classificação etária: M/12
Duração: 80 m

Espaço adequado: Salas com os requisitos minimos encontrados no raider técnico.
Equipamento técnico: Luz e Som.

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