Teatro à(s) Quinta(s) - 2026

5 de Fevereiro - 19h00


Metamorfoses

Teatro da Garagem  (Lisboa)

Este espectáculo é composto por episódios das Metamorfoses de Ovídio, poeta romano, nascido a 20 de Março do ano 43 A.C, em Sulmona, atual Itália, com data incerta para a sua morte, ocorrida no exílio em Constança, atual Roménia. Os episódios escolhidos, do vasto repertório que constitui a obra Metamorfoses, fazem parte do imaginário popular do Ocidente: Narciso, Eco, Pigmalião, Dafne, Aracne, Dédalo, Ícaro, Orfeu, Eurídice, etc., são personagens que este espectáculo dá a conhecer, contando as suas histórias que são marcadas pelo efeito da metamorfose, ou seja, da transformação e da mudança. Num tempo de mudanças aceleradas, de transformações radicais é precioso regressar aos textos de Ovídio pelo que contém de exemplar e revelador sobre a natureza humana e os seus excessos. Neste espetáculo privilegiamos uma perspetiva otimista; acreditamos que o melhor das pessoas prevalece e que, apesar das dificuldades, saberemos encontrar um caminho equilibrado e feliz.


Encenação Carlos J. Pessoa Dramaturgia Cláudia Madeira Cenografia Herlandson Duarte Figurinos Carlota Lagido Sonoplastia e Operação de Som André Carinha Desenho e Operação de Luz e Video de Cena Carlos Vinícius Interpretação Ana Lúcia Palminha, Célia Teixeira, João Estima e Rui Maria Pêgo Fotografia, Vídeo e Design Gráfico Vitorino Coragem Comunicação José Grilo Direção de Produção Raquel Matos Produção Executiva Luís Puto e Rita Soares Assistência de Encenação em Contexto Estágio Mariana Rebelo


80m I M/12

21 de Maio - 19h00


El Romancero Gitano y Otros Deseos

Teatro Guirigai  (Los Santos de Maimona, Espanha)

A ação decorre na noite de passagem de ano de 1929, num jardim de uma casa de campo. Uma nova década está prestes a começar, tudo é entusiasmo, novas expectativas criadas, otimismo e euforia. A partir de treze poemas, os protagonistas deixam-se levar pelo entusiasmo do fim de ano, a bebida liberta os desejos eróticos, surge a violência quotidiana do mundo onde vivem, a força da amizade e a vontade de viver perante a opressão da época. Três amigos, duas mulheres e um homem, brindam a um mundo diferente, de relações mais livres, mais sinceras, menos violentas, e menos autoritárias. Com esses desejos, e quase como um jogo, imergem nas paisagens do Romancero interpretando os diversos personagens. Uma noite de prazeres e desejos, de encontros com a crua realidade, de uma viagem interior. 


Versão Teatral e Direcção Agustín Iglesias Música Granados, Tárrega, Duke Ellington, Erik Satien, Burhan Oçal….entre otros Intérpretes Magda García-Arenal, Raúl Rodríguez y Raquel Bravo Desenho Cenográfico Jose Iglesias García-Arenal Desenho de Figurinos Luisa Santos Desenho de Luz Lucia Alvarado - Félix Valverde- Multrónica  Ajudante de Produção Patricia García Ramírez Construção Cenográfica Julio Gordillo - Plataforma MAL Confeção Isabel Trinidad y María Feliciano Barra – Entrecosturas Adereços Plataforma Mal Técnico de Som Antonio Duran Distribuição Silvia Trejo Fotografia e Vídeo Félix Méndez Desenho Promocional Isabel Dublino Imprensa Juan Luis Pérez Aguilar -IMGRAFIC Estúdio de Gravação Marcos DELLFUTURO Produção Executiva Magda Gª-Arenal


75m I M/14

Espectáculo inserido no Circuito Ibérico de Artes Cénicas

10 de Setembro - 19h00


Thebas Motel 

Teatro Del Astillero (Madrid, Espanha)

Selene e Marino, dois personagens desesperadamente marginais, dois ladrões de bancos, dão o seu primeiro golpe juntos: o melhor golpe. O último golpe. O futuro que se abre diante deles é promissor e o amor nasce no interior de um quarto de motel, de onde se vê o mundo deambular. Mas o passado irrompe como um enorme peso que tudo esmaga. O destino, de novo inesperado mas exacto, vem ao seu encontro. A história repete-se e o mito de Édipo, uma vez mais, é impossível de superar.

Texto Luís Miguel González Cruz Direcção Indalecio Corugedo Interpretação


60m I M/16

Espectáculo inserido no Circuito Ibérico de Artes Cénicas

12 de Novembro - 19h00


Oleanna 

ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve (Faro)

Ele disse que foi uma aula. Ela disse que foi assédio sexual. Seja qual for a sua posição, está enganado."

Uma aluna encontra-se com o seu professor no gabinete deste. Três vezes. Primeiro para discutir a nota de uma disciplina na qual tem vindo a ter dificuldades (cuja bibliografia conta com um livro da autoria do próprio professor). Depois, num segundo momento, para falar acerca de uma suposta situação de assédio que terá tido lugar no primeiro encontro. Por último, para apresentar as exigências de um grupo de alunos que sustentam a acusação.

Entre as duas personagens estabelece-se um ambiente em que a verdade é relativa e onde o espaço ocupado pela dúvida deixa pouco espaço para certezas. Num jogo de poder assente nas esferas do público e do privado, chegamos a sentir que (tal como hoje em demasiadas circunstâncias) mesmo estando presentes, podemos não conseguir distinguir o que é verdade e o que não é verdade. Segundo o próprio autor "seja qual for a conclusão a que chegue, está errada.

Texto David Mamet Tradução Sara Vicente Encenação Luís Vicente Assistente de Encenação Rafael Góis Interpretação Luís Vicente e Tânia Silva Cenografia e Figurinos Rafael Góis Desenho e Operação de Luz Octávio Oliveira Desenho e Operação de Som Diogo Aleixo Divulgação Rita Merlin Produção Executiva Raquel Taveira Coprodução ACTA, Teatro Municipal Joaquim Benite/CTA e Cineteatro António Lamoso


60m I M/14